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publicado em 21/12/2016 às 10h10min

Gravidez tardia é possível, mas requer cuidados

Embora a idade não seja impedimento, gestação na maturidade merece atenção redobrada
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Renato de Oliveira

O sonho da maternidade geralmente ocorria quando a mulher estava na faixa etária dos 20 anos, período considerado fisicamente ideal para a gestação. Atualmente, no entanto, essa escolha vem sendo postergada cada vez mais devido, principalmente, a competitividade da vida profissional e a espera de uma melhor situação econômica.

Desta forma, as mulheres devem atentar-se a idade, pois com o passar do tempo, a quantidade disponível de óvulos vai naturalmente diminuindo, como explica Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis: “ao nascer, a menina já perde 70% dos oócitos, que são os gametas femininos, resultando em, aproximadamente, dois milhões de gametas. Na menarca, ou seja, primeira menstruação, a mulher possui de 300 a 500 mil de oócitos. Aos 30 anos, estima-se que apenas 500 oócitos serão selecionados para serem ovulados. E, depois dos 35 anos, há uma queda importante tanto da quantidade quanto na qualidade dos oócitos maternos, que por possuírem a idade da mãe, ficam mais suscetíveis a alterações genéticas e erros na divisão celular quando fecundados. Assim, principalmente após os 38 anos, aumenta a probabilidade tanto de aborto quanto de nascimento de uma criança com alguma síndrome genética”, explica. 

 Outros cuidados com uma gestação tardia também devem ser intensificados, pois os riscos à saúde são maiores. “Abortos e bebês prematuros, em decorrência de complicações como diabetes e hipertensão, são alguns dos riscos. A fim de aumentar a segurança da gestação, é importante a realização de um bom pré-natal e seguir as orientações do obstetra”, ressalta o ginecologista.

 SOLUÇÕES

Se a mulher deseja postergar a gravidez, é indispensável que converse com um especialista sobre as possibilidades e os tratamentos adequados. Os métodos de reprodução assistida, como a ovodoação e a preservação da fertilidade (congelamento de oócitos), são alternativas para a conquista da gravidez. Nos casos em que o desejo é preservar a fertilidade, a melhor técnica é o congelamento de oócitos pela vitrificação. “Os oócitos captados são congelados e as suas características, mesmo após o descongelamento, são preservadas. Quando a mulher decidir utilizar os seus gametas, eles serão descongelados e fertilizados. Os embriões formados serão transferidos para o útero e o teste de gravidez será feito em, aproximadamente, 12 dias”, esclarece. Porém, o congelamento deverá ser feito até os 35 anos de idade, pois os resultados são melhores. “Se a mulher pensa em ter filhos após essa idade, é essencial que converse com seu médico para avaliar a possibilidade de criopreservação dos óvulos, uma vez que sua chance de gravidez será compatível com a idade que tem quando congela os gametas”, alerta.

“Segundo a Resolução do CFM nº 2.121/2015 (Conselho Federal de Medicina), no caso da ovodoação, realiza-se a técnica de fertilização in vitro (FIV), na qual os ovários da doadora são estimulados com medicamentos hormonais injetáveis visando a captação de oócitos. Este procedimento só poderá ocorrer com mulheres que já estejam em tratamento de reprodução assistida, para fins de doação compartilhada. Metade para menos dos oócitos captados serão fertilizados em laboratório com o intuito de formarem embriões para receptora e estes, posteriormente, serão transferidos para o útero da paciente”, explica.

Saúde mulher gravidez

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